Três décadas defendendo ambiente que não pode parar, e agora a superfície nova: modelo, agente, dado que sai do perímetro e decisão tomada por software. Esta página trata das duas frentes: o que já operamos, e o que a sua empresa precisa prever antes de colocar IA em operação.
O que já operamos
Controle que gera evidência. Evidência que passa em auditoria.
Tudo nesta seção existe em contrato hoje, com gente de plantão e registro que um auditor consegue ler. É a base sobre a qual a segurança de IA se apoia: sem gestão de identidade, inventário e log, não há o que proteger na camada nova.
SOC 24x7 e resposta a incidente
Monitoramento contínuo com investigação assistida por modelo no primeiro nível. O analista recebe o caso já enriquecido: indicadores cruzados, linha do tempo montada e severidade classificada.
Detecção, triagem e caça contínua a ameaça
Correlação entre alerta, mudança e deploy
Contenção e erradicação com trilha de auditoria
Relatório de incidente e lição aprendida
Segurança ofensiva
Teste de penetração interno e externo conduzido por quem também defende. Quem sabe onde a operação dói acha o caminho mais rápido.
Pentest de rede, aplicação e infraestrutura
Revisão de configuração e de exposição externa
Simulação de cenário de ataque em ambiente crítico
Retorno com prioridade por risco real, não por CVSS solto
Conformidade e certificação
Mais de 14 certificações PCI-DSS conduzidas, da análise de lacuna ao InPlace. E o que importa mais: manter o controle vivo entre uma auditoria e a próxima.
PCI-DSS, ISO 27001, SOC 1, SOC 2 e SOC 3
Análise de lacuna e preparação de documentação
Analistas QSA, SA, CISSP e CISA no time
Medida compensatória negociada durante a auditoria
Arquitetura e perímetro
Segurança que entra no desenho, não pendurada depois. Previsão, prevenção, detecção e resposta como quatro partes do mesmo projeto.
Segmentação, firewall, WAF e IPS
Gestão de identidade, acesso e privilégio
Cifra em trânsito e em repouso, com gestão de chave
Alta disponibilidade e plano de recuperação testado
Segurança na esteira de entrega
Controle dentro do pipeline que o time já usa. Governança que vive fora da esteira é abandonada no primeiro prazo apertado.
Análise estática e de dependência no pipeline
Segredo fora do código, com rotação
Revisão obrigatória e trilha de aprovação
Imagem imutável e implantação reversível
Privacidade e LGPD
Do inventário de dado pessoal ao canal com o titular. Tratamento com base legal declarada e minimização aplicada, não prometida.
Inventário e classificação de dado pessoal
Gestão de consentimento e central de privacidade
Avaliação de impacto e canal com o DPO
Resposta a incidente com dado pessoal envolvido
Por que a IA muda o problema
O comando e o conteúdo deixaram de ser canais separados.
Segurança tradicional protege sistema que faz o que foi programado. Um modelo faz o que foi induzido a fazer, e a indução chega em texto, dentro do mesmo canal onde o dado legítimo trafega. O comando e o conteúdo deixaram de ser canais separados.
Um agente com ferramenta conectada não é mais um assistente: é um usuário com credencial, executando ação em ERP, em service desk e em API interna. Todo controle que existe para pessoa passa a valer para ele, e quase nenhuma empresa aplicou isso ainda.
O AI Index Report 2026, do Stanford HAI, registra 362 incidentes de IA documentados em 2025, contra 233 em 2024. No mesmo levantamento, os modelos vão bem em teste de segurança sob uso normal e perdem desempenho sob ataque deliberado. A distância entre o laboratório e a operação é exatamente onde o incidente acontece.
Modelo clássico
O perímetro separa comando de conteúdo
No modelo clássico, comando e conteúdo entram por canais diferentes. O perímetro inspeciona o comando e bloqueia o que não é autorizado.
O controle funciona porque os dois canais são distinguíveis. Você inspeciona um e deixa o outro passar.
Com IA em produção
A instrução chega dentro do conteúdo
Com um modelo no caminho, a instrução hostil viaja escondida dentro do conteúdo. Ela atravessa o perímetro porque é indistinguível do dado legítimo, e o modelo a executa por meio das ferramentas conectadas.
Só existe um canal, e ele carrega os dois. O controle sai da borda e passa a viver no escopo da ferramenta e na aprovação humana.
Incidentes de IA documentados
+55%
23320243622025
Mais incidente registrado em um ano do que em toda a série anterior. A pressão por evidência de controle deixou de ser hipótese.
Empresas sem nenhuma política de IA
−13 p.p.
24%202411%2025
A queda é real, e ainda deixa uma em cada nove empresas operando IA sem regra escrita. Os obstáculos declarados seguem sendo conhecimento, orçamento e incerteza regulatória.
Os oito riscos
Cada risco com o controle que responde a ele.
Lista de risco sem controle do lado é diagnóstico sem receita. À esquerda o que acontece na prática; à direita o que reduz a superfície ou limita o dano.
R1
Injeção de prompt e sequestro de instrução
O que acontece
Instrução hostil escondida em documento, e-mail, página, ticket ou imagem que o modelo vai ler. O ataque não precisa de credencial: basta que o conteúdo chegue ao contexto.
O que responde
Separação entre instrução do sistema e conteúdo do usuário, com marcação de origem
Conteúdo de terceiro tratado como dado, nunca como comando
Ferramenta com permissão escopada, não com a credencial do operador
Aprovação humana obrigatória em ação de efeito irreversível
R2
Vazamento de dado pelo contexto
O que acontece
Dado sensível entra no prompt, na base vetorial ou no log de depuração e sai por onde ninguém previu: resposta a outro usuário, telemetria de fornecedor, treino de modelo de terceiro.
O que responde
Classificação de sensibilidade antes da ingestão, não depois
Permissão por área na recuperação: cada um recupera só o que pode ver
Contrato explícito de não-treinamento com o fornecedor de modelo
Log sem conteúdo sensível, com mascaramento na origem
Escolha de onde o modelo roda conforme o dado: nuvem, enterprise ou local
R3
Excesso de autonomia do agente
O que acontece
Agente com mais permissão do que a tarefa exige, ou com capacidade de encadear ação sem ponto de parada. O erro deixa de ser uma resposta errada e passa a ser uma transação executada.
O que responde
Autonomia conquistada por evidência de acerto, nunca concedida de partida
Limite de escopo, de valor e de volume por execução
Interruptor de desligamento acessível a quem opera, não só a quem construiu
Trilha de auditoria de cada chamada de ferramenta, com quem, quando e por quê
R4
Cadeia de suprimento do modelo
O que acontece
A maior parte da IA que uma empresa usa não foi construída por ela. Modelo, peso, biblioteca, extensão e servidor de ferramenta entram no ambiente com a confiança de quem os instalou.
O que responde
Inventário de todo modelo e serviço de IA em uso, inclusive o contratado
Origem verificada de peso e de imagem, com registro do que foi aprovado
Revisão de servidor MCP e de extensão antes de conectar a dado real
Cláusula de responsabilidade e de notificação de incidente no contrato
R5
Alucinação com consequência operacional
O que acontece
Resposta errada dita com convicção, usada como insumo de decisão. O AI Index 2026 mediu faixa de alucinação de 22% a 94% entre 26 modelos de topo em um teste de precisão.
O que responde
Recuperação com fonte citada e rastreável até o documento
Avaliação automatizada antes de escalar, e regressão detectada antes do cliente
Grau de confiança exposto ao usuário, com caminho de escalonamento
Nenhuma decisão irreversível tomada sem revisão humana
R6
IA fora do radar
O que acontece
Ferramenta contratada no cartão de crédito de uma área, extensão de navegador com acesso ao e-mail, assistente ligado num sistema sem ninguém saber. É o problema mais comum e o menos discutido.
O que responde
Descoberta ativa de uso de IA na rede e no navegador corporativo
Política de uso publicada, com caminho fácil para pedir aprovação
Catálogo de ferramenta aprovada, para o atalho ser o caminho certo
Capacitação por perfil: quem usa precisa saber o que não pode colar ali
R7
Identidade e credencial de agente
O que acontece
Agente usando a credencial de uma pessoa, ou uma chave compartilhada entre serviços. Quando algo dá errado, não há como saber quem agiu, nem como revogar sem derrubar o resto.
O que responde
Identidade própria por agente, com ciclo de vida e dono declarado
Credencial de curta duração, rotacionada, jamais no código
Revogação individual sem efeito colateral nos outros
Revisão periódica de permissão concedida, com remoção do que não é usado
R8
Governança que não gera evidência
O que acontece
Política em apresentação, controle que depende de alguém lembrar de anotar. Em auditoria, intenção não conta: conta registro. É o item que mais reprova.
O que responde
Controle embutido no fluxo, gerando registro por consequência do trabalho
Papel e responsabilidade atribuídos com nome, não com área
Avaliação de impacto que muda decisão de projeto, não que preenche formulário
Auditoria interna e análise crítica com periodicidade definida
E onde cada controle mora
Os oito riscos não se resolvem no mesmo lugar. Esta é a pilha de defesa, do perímetro ao registro, com o código de cada risco na camada que responde por ele. Nenhuma camada funciona sem a de baixo.
ExternoInterno
Perímetro e rede
Segmentação, firewall, WAF e IPS. Continua necessário, e continua insuficiente sozinho.
base
Identidade e acesso
Quem é quem, e o que cada um pode. Aqui o agente entra como usuário, com identidade e ciclo de vida próprios.
R7
Dado e conhecimento
Classificação antes da ingestão, permissão na recuperação e mascaramento na origem do log.
R2
Modelo e ferramenta
Escopo do que o agente alcança, limite por execução, aprovação humana e procedência do que foi instalado.
R1R3R4R5
Governança e registro
Controle embutido no fluxo, gerando evidência por consequência do trabalho. É o que a auditoria lê.
R6R8
Da camada mais externa à mais interna · os códigos apontam para os riscos acima
Como isso vira programa
Cinco passos, na ordem em que funcionam.
Descobrir
O que já existe rodando
Inventário de modelo, agente, ferramenta e integração em uso, incluindo o que subiu sem passar por ninguém. Sem inventário não há escopo, e sem escopo não há controle possível.
Classificar
Por onde o dado sensível circula
Que dado alimenta cada caso de uso, com que base legal, e o que não pode sair do perímetro em nenhuma hipótese. É o que define onde cada modelo pode rodar.
Controlar
Guardrail no caminho, não na borda
Escopo de ferramenta, aprovação humana, mascaramento, avaliação e limite por execução, implantados dentro da esteira que o time já usa.
Observar
Custo, acerto e intervenção
Telemetria por execução na torre de controle: quanto custou, quanto acertou, onde precisou de humano. Sem medição não há como ampliar nem restringir autonomia com critério.
Provar
Evidência para auditoria
O registro que o controle gera sozinho, organizado no formato que a ISO/IEC 42001, o NIST AI RMF e a LGPD pedem. É aqui que a governança deixa de ser slide.
As réguas
Seis referências, e nenhuma substitui a outra.
ISO/IEC 42001
Sistema de gestão de IA, certificável
A norma que transforma prática em evidência auditável. Estamos em processo de adoção e validação interna.
Organiza a prática em governar, mapear, medir e gerenciar. Ajuda a fazer, enquanto a ISO permite provar.
OWASP Top 10 para LLM
Catálogo de risco técnico
A referência de engenharia para injeção de prompt, vazamento por contexto e excesso de autonomia.
LGPD
Obrigação legal
Base legal, minimização, direito do titular e avaliação de impacto, onde o sistema de IA trata dado pessoal.
PCI-DSS
Setorial, para quem processa cartão
Onde a IA alcança o ambiente de dado de portador, o escopo de conformidade vem junto.
EU AI Act
Regulação por nível de risco
Relevante para quem opera ou vende na Europa. A 42001 monta boa parte da evidência que ele exige.
O que dizemos antes de começar
Quatro situações que se repetem em todo programa.
Preferimos falar isso na primeira conversa e não na terceira. Fornecedor que só diz o que você quer ouvir cobra a diferença depois.
Boa parte do risco de IA não está no modelo, e sim no acesso concedido a ele. O controle mais eficaz costuma ser reduzir permissão, e não trocar de fornecedor.
Guardrail que atrapalha demais é desligado. Se o caminho seguro for mais lento que o atalho, o time usa o atalho, e você perde a visibilidade que tinha.
Não existe segurança de IA sem base de segurança. Empresa sem gestão de identidade, sem inventário e sem log não vai resolver isso na camada de IA.
Injeção de prompt não tem solução definitiva hoje. O que existe é redução de superfície e limitação de dano, e quem promete blindagem completa está vendendo o que não tem.
As normas
Conduzir empresa por auditoria é o que fazemos há mais tempo.
Em adoção na haapit
A norma de gestão de IA, para levar a empresas
A ISO/IEC 42001 é a primeira norma internacional certificável de sistema de gestão de inteligência artificial. Estamos em estudo, adoção e validação interna antes de conduzir cliente nela, do mesmo jeito que fizemos com PCI-DSS. Quando dissermos que conduzimos, será porque já passamos.
Da análise de lacuna ao InPlace, e depois a manutenção do controle entre uma auditoria e a próxima. Com analistas QSA, SA, CISSP, CISA no time.
PCI-DSS
v3.2
14+ conduzidas
ISO 27001
Segurança
Gap ao InPlace
SOC 2
SSAE 16
Tipo I e II
SOC 1 · 3
ISAE 3402
Relatório
ISO 9001
Qualidade
Processo
SOX
Controles
Financeiro
LGPD
Privacidade
Adequação
ITIL · Cobit
Governança
Operação
Os selos indicam as normas em que a haapit conduz e sustenta projetos de adequação, não certificações emitidas em nome da haapit. As credenciais individuais do time são QSA, SA, CISSP, CISA.
Quer saber onde a sua operação de IA está exposta?
Uma avaliação sem custo: inventário do que já está em operação, por onde o dado sensível circula e quais dos oito riscos estão abertos hoje no seu ambiente.