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Case · Lindt Brasil

45 lojas viraram um e‑commerce em nove dias.

Março de 2020. Os shoppings fechando, quatorze dias até a Páscoa e uma rede inteira sem operação de venda online no Brasil. Assumimos a frente digital da marca e colocamos a loja no ar com cada unidade física funcionando como estoque e como ponto de partida da entrega.

Logotipo Lindt

Varejo · Chocolate premium

  • E-commerce & Logística
  • Solução sob medida
  • Integração SAP
  • CISS e pinpad
  • Estoque distribuído
  • Omnichannel
  • Última milha
  • LGPD

O ponto de partida

Quatorze dias até a Páscoa,
e nenhuma loja online.

A Lindt tinha rede física relevante no Brasil e nenhuma operação de e-commerce montada. Não era migrar uma loja existente: era criar a operação inteira, do catálogo ao último quilômetro.

A pandemia comprimiu o prazo até o limite. Os shoppings estavam fechando, a Páscoa é a data mais forte do calendário de uma marca de chocolate e faltavam quatorze dias para ela. Ou a rede vendia online, ou não vendia.

A decisão foi transformar cada uma das 45 lojas físicas em loja online, com operação 100% digital e presença também nos aplicativos de entrega. A primeira venda saiu em 4 de abril de 2020.

  1. Fase 1 · 26 a 28 de março

    Ambiente e catálogo

    Instalação e liberação dos ambientes de homologação e produção, e cadastro dos catálogos e produtos das 45 unidades.

  2. Fases 2 e 3 · 29 a 31 de março

    Loja e checkout

    Adequação de layout e dos processos de backoffice e de checkout ao modelo distribuído, com bloqueio de venda cruzada entre unidades.

  3. Fase 4 · 1 a 3 de abril

    Time e lançamento

    Treinamento das equipes no processo de backoffice e preparação do lançamento da loja virtual.

  4. Go-live · 4 de abril

    No ar

    Loja aberta, operando com as 45 unidades como estoque e como origem de entrega.

O que precisava ser resolvido

O problema nunca foi montar um site.
Foi fazer 45 lojas agirem como uma.

Cada unidade tinha estoque próprio, ponto de venda próprio e um raio de entrega que encostava no da loja vizinha. A arquitetura precisava resolver isso antes de o primeiro pedido entrar.

Arquitetura das 45 unidades: um catálogo central de produto e preço alimenta um roteador de entrega, que recebe o CEP do cliente e decide qual unidade atende. Cada unidade mantém estoque e ponto de venda próprios, e a venda entre unidades é bloqueada.

01 Catálogo e preço um registro só para produto, preçoe regra de promoçãoo que antes vivia em planilha porloja 02 Roteador de entrega recebe o CEP e decide qual unidadeatendeé aqui que a zona de convergênciadeixa de ser conflito CEP do cliente 45 unidades Unidade 01 São Paulo · Jardins Armazém →Loja →Cliente Unidade 02 São Paulo · Morumbi Armazém →Loja →Cliente Unidade 03 Rio de Janeiro Armazém →Loja →Cliente +42 outras unidades cada uma com estoque, ponto de venda e raio próprios venda entre unidades é bloqueada cada uma vende o próprio estoque
O catálogo é um só, o roteador é um só, e o estoque continua onde sempre estava: na unidade. O elo cortado entre as duas primeiras é a regra que evita uma loja vender o estoque da outra, e ela existia no negócio antes de existir no código.

E o raio de entrega

Chocolate não viaja bem. O alcance de cada unidade é limite de qualidade antes de ser limite de logística, e é o que decide qual loja atende cada endereço.

Esquema do raio de entrega: três lojas, cada uma com um alcance máximo próprio. Onde dois alcances se cruzam existe uma zona de convergência, em que mais de uma loja poderia atender e o roteador escolhe pela distância real. Um endereço fora de todos os alcances recebe resposta imediata em vez de virar pedido.

distância máxima Loja A Loja B Loja C atendido pela loja no alcance na convergência: o roteador escolhe a mais próxima fora de alcance: responde na hora, e entra no painel esquema · não é mapa, e as distâncias não estão em escala
  • Distância máxima por origem Cada unidade tem o próprio limite, ajustável por cidade. Chocolate tem restrição térmica, então o raio é uma decisão de qualidade antes de ser de logística.
  • Zona de convergência Onde dois raios se cruzam, mais de uma loja poderia atender. O roteador escolhe pela distância real, e não pela ordem do cadastro.
  • Fora de alcance O CEP que nenhuma unidade cobre recebe resposta na hora, em vez de virar pedido que não sai. E entra num painel de demanda não atendida.
  • 45 unidades distribuídas e independentes

    Cada loja é ao mesmo tempo vitrine online e centro de distribuição. O pedido precisa ser atendido pela unidade que melhor resolve aquele endereço, não por um depósito central.

  • Raio de entrega e zonas de convergência

    Duas lojas próximas disputam o mesmo CEP. Foi preciso desenhar limite de entrega por raio e uma regra de convergência que decide qual unidade atende sem gerar conflito nem buraco de cobertura.

  • Estoque com PDV independente por loja

    O estoque não vivia em um sistema único: cada unidade tinha o próprio ponto de venda. A disponibilidade online precisava refletir a prateleira real de cada loja, o tempo todo.

  • Pagamento aprovado sem revisão manual

    Com volume alto e janela curta, não havia espaço para fila de análise. O gateway precisava aprovar automaticamente, com antifraude ligado, sem alguém no meio do caminho.

  • Loja física operando na mesma plataforma

    A equipe da loja passou a trabalhar dentro da plataforma da loja online. Um sistema, dois canais, sem planilha de conciliação no fim do dia.

  • Sem canibalizar a própria marca na busca

    As 45 lojas online não podiam competir entre si nos buscadores. Cada unidade ficou fora do índice, e o domínio principal passou a concentrar site institucional e loja virtual.

Como um pedido andava

Os robôs faziam tudo.
Menos tirar da prateleira.

Do clique à baixa da entrega, o pedido andava sozinho. Havia exatamente uma parada, e ela era física: alguém pegar o chocolate, embalar e dizer que estava pronto. Foi essa proporção que permitiu absorver pico sem contratar time de tecnologia.

O caminho do pedido

7 passos. 1 passa por gente.

  • 6 automáticos
  • 1 humano
  1. 01

    Compra e aprovação

    O cliente fecha o pedido e o gateway devolve a aprovação. Nada espera conferência.

    aprovado
  2. 02

    Faturamento e fila

    O pedido é faturado e entra na fila da loja que vai atender, escolhida por distância.

    faturado
  3. 03

    Picking e packing

    Alguém pega o produto na prateleira, embala, emite a nota e marca o pacote como pronto. É o único passo que não dá para automatizar com estoque físico em 45 lojas.

    em preparação
  4. 04

    Remessa

    Os agentes geram a remessa e acionam a transportadora ou o motoboy, sem ninguém abrir sistema.

    a caminho
  5. 05

    Coleta

    O transporte chega em minutos e retira na loja. Em pico, virava fila de motoboy esperando pacote.

  6. 06

    Entrega

    Sai da loja mais próxima, então o trecho final é curto por construção.

  7. 07

    Baixa e confirmação

    A entrega dá baixa sozinha e o cliente recebe a confirmação.

    entregue

Em pico, o gargalo deixou de ser sistema e passou a ser prateleira: motoboy em fila esperando pacote, e o lojista só entregando. É o tipo de gargalo que se resolve com gente a mais no salão, e não com projeto de tecnologia às pressas.

O que foi entregue

Nove dias até o ar.
E a lista que caberia neles.

A operação subiu com o que ela precisava para vender de verdade, e não com o mínimo para dizer que estava no ar. Cada frente abaixo entrou antes ou logo depois do primeiro pedido.

  • Operação

    • Integração de logística
    • Integração de estoque
    • Grid avançado para os pedidos
    • Troca do gateway de pagamento para a Adyen
  • Entrega

    • Mapeamento de CEP e página de entrega
    • CEP sem traços, com validação automática
    • Cálculo de origem por distância real
  • Aquisição

    • Implementação de SEO
    • Feeds para Google Shopping e Facebook
    • Landing page com captação de leads
    • Campanhas e atualizações da loja
  • Loja

    • Sacolas e cartão para presente
    • Mensagem de presente no pedido
    • Recursos novos de navegação e conversão

O que foi medido

Resultado é número, não adjetivo.

  • 9 dias

    do início ao go-live

    De 26 de março a 4 de abril de 2020, com catálogo, checkout, backoffice e time treinado.

  • 99,995%

    de disponibilidade em cinco anos

    A qualidade do primeiro trimestre virou o padrão anual da operação, mantida ano após ano desde 2020.

  • 1,1M

    de usuários na plataforma

    82,8% novos e 17,2% recorrentes, no alcance de campanha e busca orgânica do período.

  • 45

    lojas como estoque do e-commerce

    Cada unidade vendendo, separando e despachando. Hoje a rede passa de 50.

E nos três meses seguintes

  • Integração de logística e integração de estoque
  • Implementação de SEO e feeds para Google Shopping e Facebook
  • Mapeamento de CEP e página de entrega, com validação automática
  • Troca do gateway de pagamento para Adyen
  • Sacolas para presente e novas funcionalidades de experiência
  • Landing page com captação de leads e grid avançado de pedidos

Projeto Reset · eShop 2.0

A loja que atravessou a emergência
foi refeita para escala.

Cinco anos depois, a operação que nasceu para atravessar uma emergência precisava de algo feito para escala. O Projeto Reset construiu o e-commerce de novo, do zero, como solução sob medida para o negócio da Lindt: estoque unificado, logística consolidada em nível nacional e a rede de lojas sustentando o digital em vez de competir com ele.

  • Estoque

    uma loja, um estoque

    estoque unificado nacional

  • Entrega

    entrega fatiada por pedido

    entrega saindo da loja mais próxima

  • Retaguarda

    planilha entre sistemas

    integração com o SAP nos dois sentidos

  • Omnichannel

    loja física competindo

    rede física sustentando o digital

Integração com o SAP

Modelo de atualização nos dois sentidos, cobrindo o que antes vivia em processo manual.

  • Pricing system e discount groups
  • Categorias e produtos
  • Cart price rules
  • Clientes, pedidos e estoque

Estoque, entrega e omnichannel

A rede física deixa de competir com o digital e passa a sustentá-lo.

  • Integração com o CISS e o pinpad das lojas
  • Estoque distribuído para disponibilidade e origem da entrega
  • Geolocalização automática e manual
  • Split de entrega com SLA distinto por origem
  • Clique e retire com tempo de preparo configurável
  • Integração com transportadoras, com rastreio

Loja e conversão

Recursos que encurtam o caminho entre a vontade de comprar e o pedido pago.

  • Busca inteligente com IA que aprende por busca e clique
  • Produtos relacionados por categoria, com o mesmo aprendizado
  • Personalização de produto com pré-visualização de fitas, latas e embalagens
  • Bundles, kits e kits montados pelo próprio cliente
  • Login sem senha, por código enviado no e-mail
  • Smart checkout de recompra e carrinho compartilhável por link
  • Cálculo de frete e parcelamento na página do produto
  • Review moderado com nota e foto

Segurança e conformidade

Os controles entram no desenho, não na véspera da auditoria.

  • Central de privacidade LGPD, com gestão de consentimento e canal com o DPO
  • Triplo fator de autenticação no admin do backoffice
  • Maior score de segurança nos certificados públicos, verificável no Qualys SSL Labs
  • Antifraude Clearsale e módulo de devolução de compra

Dois produtos do haapit Labs rodando dentro da operação

Software concebido e operado por nós, integrado à loja como qualquer outro componente da arquitetura.

  • Rota302

    Roteirização e administração das zonas de entrega por unidade: limitação de raio, ativação e desativação de pontos de estoque e visibilidade em tempo real dos endereços em tentativa de compra.

  • Mag Shipping

    Integração com as transportadoras, com prioridade configurável por parceiro e fallback automático quando um deles não responde.

O modelo

Somos o time de sustentação, desenvolvimento,
operação e segurança.

A Lindt não montou uma área de tecnologia para ter uma operação digital de padrão internacional. A capacidade é contratada, e o padrão é mantido: sem quadro próprio a recrutar, sem plantão a escalar, sem redundância a custear, sem treinamento a repor a cada saída e sem conhecimento concentrado em pessoa-chave.

  • Quadro próprio e rotatividade

    Equipe completa de sustentação, desenvolvimento, operação e segurança, com substituição transparente para o cliente.

  • Plantão e redundância 24x7

    Cobertura contínua já dimensionada, em três níveis, sem sobreaviso a contratar nem escala a administrar.

  • Treinamento e reciclagem contínuos

    Especialidade mantida atualizada em plataforma, integração, nuvem e segurança, sem custo de curva de aprendizado.

  • Risco concentrado em pessoa-chave

    Conhecimento documentado em runbook e distribuído no time, de modo que nenhuma saída interrompe a operação.

Estado da arte não é adjetivo de apresentação. No dia a dia significa estoque unificado em âmbito nacional, roteamento por distância real, um único passo humano em sete, o maior score de segurança nos certificados públicos e conformidade desenhada junto com o produto, e não acrescentada na véspera da auditoria.

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